A guerra do Rio

A guerra entre facções criminosas nas favelas do Chapadão e da Pedreira, na zona norte do Rio, além da óbvia demonstração da insegurança beirando o caos que tomou conta da cidade do Rio reforça a sensação de idéia de jumento a possibilidade da construção de um autódromo na antiga e histórica área de exercícios deContinuar lendo “A guerra do Rio”

Somos bárbaros

Mas que humanidade é essa? Será que estamos precisando de uma reedição da segunda guerra mundial para aplacar as bestas que tomaram conta de nossas mentes e almas? Reconstruir os campos de concentração para exterminar todos os que pensam diferente de nós? Trazer de volta a doença, a fome, a sede, a miséria e morte?Continuar lendo “Somos bárbaros”

Sem saída

“O Rio de Janeiro não é uma cidade maravilhosa, é uma paisagem maravilhosa para uma cidade” (Elizabeth Bishop) Até quando vamos nos iludir? Quantas vidas mais a cidade levará para alimentar suas mazelas, sua malandragem, sua incivilidade? Que me perdoem os cariocas – meus conterrâneos – mas grupo de extermínio agindo em pleno centro,nas barbasContinuar lendo “Sem saída”

A ponta da baioneta

Sentiu alguma coisa espetando suas costas com força. Tentou se afastar mas o incômodo persistiu, empurrando-o para a frente. Deu um impulso, girou o corpo para trás e, com horror e espanto, viu a baioneta, brilhante e mortal, cortando o ar em sua direção. O movimento seguinte foi rápido e nebuloso. Com o abdômen aberto,Continuar lendo “A ponta da baioneta”

Assalto!

A carioca termina o plantão no centro cirúrgico de um hospital na Baixada Fluminense, no domingo, já bem noitinha. Ela mesma, recém saída de uma cirurgia, não pode guiar, mas conta com a ajuda inestimável do namorado, já a postos no estacionamento. O trajeto para casa é simples, trânsito bom, ruas vazias, todo mundo emContinuar lendo “Assalto!”

Metralhadora no ônibus

“Ladrão com metralhadora morre em tentativa de assalto a ônibus na Avenida Brasil”. Parece manchete do extinto jornal Luta Democrática, mas é do O Globo mesmo. E quando li, só não cai no chão porque estava sentado diante do computador. Imagino o pânico de quem foi rendido dentro do busão por um bandido com umaContinuar lendo “Metralhadora no ônibus”

Vazio poder

O Secretário de Segurança pode achar normal, o Governador fazer de conta que não é com ele, a imprensa registrar burocratica e casualmente e a delegacia da área informar que já está atrás de câmeras para investigar a ocorrência. Na verdade, é isso mesmo que sempre acontece depois de um crime bárbaro e sem sentido.Continuar lendo “Vazio poder”