Cisne Branco

Tem um veleiro ao longe, bem perto da Ponte… Deve ser o Cisne Branco, só pode. Ou será uma miragem? Não, miragens não podem ser fotografadas, a questão aqui nem é essa, minha dúvida é se o veleiro é o Cisne Branco ou um outro parecido, vindo de algum país do outro lado deste Atlântico tão cheio de histórias.

A manhã está enevoada, a poluição dificulta a visão e a distância é enorme mas, palavra de quem já pilotou um veleiro nesta Baia da Guanabara, é o barco mais bonito de todas as marinhas do mundo. E o melhor, não tem canhões, encanta por suas velas, ensina a navegar e sua missão é levar a paz.

Pois é, tem um Cisne Branco bem perto da Ponte…

Retas cortadas

 

Nas aulas de geometria aprendemos que as paralelas só se encontram no infinito e tem até que prove isso com equações matemáticas. Aí, um belo dia, adulto já, dou de cara com essas retas cortadas e, pior, desalinhadas. Coitadas, essa aí nunca alcançarão o seu infinito, seja lá onde ele estiver. Ou será aí mesmo, na Avenida Niemeyer, em São Conrado, numa obra de uma ciclovia carioca?

Sei não, o mundo anda muito estranho…

Tome nota!

Finalmente uma frente fria conseguiu romper a massa de ar seco e choveu bastante durante a noite aqui no Rio. A temperatura deu uma aliviada mas continua na faixa dos 30º. O aviso para beber muita água continua válido e não se esqueça também de economizá-la, já que, sabemos todos, a estiagem deve continuar pelo mes de fevereiro.

Enfim, com ou sem sol, com ou sem chuva, com ou sem calor, um ótimo fim de semana!

O íbis

Foto: Carlos Emerson Junior

Segundo a Wikipédia, o “pai dos burros” da nova era internética, “o íbis é a última ave a desaparecer antes de um furacão e a primeira a surgir depois que a tempestade passa. Considerada sagrada pelos os antigos egípcios, era criada nos templos e enterrada mumificada junto aos faraós. Foi citado na Bíblia como sendo uma ave que anuncia as enchentes do Rio Nilo: – Quem deu sabedoria às aves, como o íbis, que anuncia as enchentes do rio Nilo, ou como o galo, que canta antes da chuva? (Livro de Jó 38:36)”

Histórias à parte, será que a imensa silhueta do pássaro em uma das faces do Pão de Açúcar, foi realmente esculpida pelos fenícios? Ou seria, como defende outra corrente, trabalho dos mesmos povos andinos que ergueram Machu Pichu? Não sei e acho que nunca saberei. O que não dá para negar é que, sempre pela manhã, por volta das 11 horas, basta olhar para o morro que o íbis lá está, pronto para alçar seu voo e ir embora, anunciando uma enchente diluviana que acabará com o Rio.

Ou tudo isso seria apenas uma ilusão de ótica?

Foto: Carlos Emerson Junior