Adeus, FIló

Adeus, minha amiga. Ou melhor, até algum dia, quando eu me for e te encontrar me esperando, alegre, disposta e saudável, pulando alegre, como você fez tantas e tantas vezes nesses dez anos que convivemos juntos. Adeus, minha amiga. Se você, por um acaso, conhecer meus pais, dê um sorriso para eles e se for possível, diga que estou morrendo de saudades. Adeus, minha amiga, perdoe meus momentos de mau humor, minha insegurança, minhas dúvidas. Adeus, minha amiga, obrigado pela companhia, pelos passeios, brincadeiras e carinhos. Fique com Deus e tenha certeza que estou sentindo muito sua falta.

Adeus, Filó.

Uma visita

Foi ontem, no fim da tarde. Sentado no escritório estava a revisar um texto enoorrrme, com a companhia da cachorra Filó, roncando o sono dos justos e satisfeitos (com o almoço, é claro). De repente, senti que estava sendo observado. Levantei os olhos do trabalho e não deu outra, o bichano da foto estava aí mesmo, pendurado nesse muro que nos separa da casa ao lado, olhando fixamente para mim. Passado o susto e já aliviado – não era um gambá – fotografei o visitante e fiquei esperando qual seria seu próximo movimento. Pois é, o movimento foi da Filó, como era de se esperar: levantou, farejou e latiu como se não houvesse amanhã! O gato olhou para a cachorra, balançou a cabeça, virou as costas e foi embora no meio das plantas.

Tomara que ele volte.