Gratidão

Foto: Carlos Emerson Jr.

“Só há felicidade se não exigirmos nada do amanhã e aceitarmos do hoje, com gratidão, o que nos trouxer. A hora mágica chega sempre”. (Hermann Hesse)

E é com o coração cheio de amor e gratidão e lágrimas que insistem em descer dos meus olhos que agradeço aos Dr. Sérgio Polo, cirurgião e gastroenterologista aqui de Nova Friburgo que diagnosticou minha doença e deu um norte para minha cura.

Agradeço ao Dr. Flávio Sabino, cirurgião oncologista e sua equipe, que tirou minhas dúvidas e medos, me operou e cuidou de mim durante toda a hospitalização.

Agradeço aos médicos, equipes de enfermagem e de serviços de saúde do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, sempre atenciosos, eficientes e carinhosos. Ao pessoal do CTI, que “hospedou” esse velho paciente por sete dias, um obrigado especial: vocês foram demais.

Agradeço aos amigos e vizinhos que colocaram meu nome nos cultos Católicos, Evangélicos, Messiânicos, Presbiterianos e Espíritas. O tempo todo me consolava sabendo que Ele estava perto de mim. Da mesma forma, agradeço a preocupação e alegria quando de meu retorno. Valeu muito!

Agradeço a minha família, especialmente minha querida irmã Regina e meu cunhado Pedro, que me acompanharam nesta jornada e ainda me deram abrigo, amor e alimento em sua casa antes que eu fosse liberado para voltar para Nova Friburgo.

Agradeço a minhas filhas Mariana e Denise por toda a ajuda, orações, companhia e amizade por esse pai que tanto adora vocês!

Agradeço a Fafá, grande paixão amor de minha vida, presente em todas as horas boas e ruins que vivemos juntos no mês de março, carinhosa e cuidadosa ao extremo. Não tenho como pagar essa dívida a não ser com muito amor.

Finalmente, agradeço a Deus pela benção, proteção, força e serenidade que me permitiram passar por essa provação. Obrigado, Senhor.

Com gratidão,
Carlos Emerson Jr.

Ponto de vista

Foto: Bettmann/Getty Images

Fico imaginando como seria essa quarentena a uns 60, 70 anos atrás. Hoje dá para tirar de letra: o cidadão (de posses, é claro) tem a internet e com ela pode trabalhar em casa em seu home office, a televisão e seus inúmeros canais a cabo, streaming e suas séries e filmes, o smartphone com os aplicativos de comunicação, jogos, bancos, compras, consultas médicas e tudo mais que você imaginar.

Nos anos 50 não tinha nada disso. Telefones (isso mesmo, aquele que chamamos de “fixo”) era coisa de gente rica ou de grandes empresas. Os orelhões ainda não tinham sido inventados e a gente era obrigado a procurar uma agência da extinta Cia. Telefônica Brasileira, a CTB, encarar filas, pedir a ligação e voltar (ou esperar ali mesmo) umas duas horas para que a comunicação fosse estabelecida.

Televisão? Os aparelhos até já existiam, com imagem em preto e branco, é claro. O problema era a falta de programação das pouquíssimas estações que existiam. Na maior parte do dia a imagem era apenas um chuvisco e só à noitinha alguns programas, desenhos e filmes eram transmitidos precariamente. No máximo umas três horas diárias. Ah, sim, os receptores de TV eram caríssimos.

O rádio dava show. Muitas estações, muita informação, músicas, programas de auditório e noticiários. Pena que a maioria dos transmissores não tinha grande potência e seu alcance, geralmente, era restrito. Mas, quem podia, se virava com os bons aparelhos de ondas curtas, podendo curtir e se informar com os programas em português da Voz da América, BBC, Rádio de Moscou, Deustche Welle alemão, Radio France e tantas outras. Minha mãe contava que acompanhou toda segunda guerra mundial pelas ondas da BBC inglesa. E lá em Cuiabá, no Mato Grosso, nos anos 40!

Hoje, se o dia estiver quente, basta ligar o ar-condicionado de seu Home Office e pronto, temperatura de montanha para trabalhar e curtir o dia trancado em casa. Nos anos 50? Bom, como até mesmo os ventiladores de teto ainda não tinham sido inventados, você tinha que se virar com uns aparelhos grandes, pesados e com motores barulhentos e pouca potência, ou seja, ia continuar a sentir calor, só que com um fundo nada musical.

Computadores? Notebooks? Tablets? Tá de brincadeira, não é? Máquina de escrever manual (as elétricas surgiram bem depois) e olhe lá. E isso significava trocar a fita de impressão, limpar periodicamente os tipos, lidar com papel-carbono (nem gosto de lembrar) e corrigir um erro significava teclar tudo outra vez, com muita atenção, perdendo um tempo danado.

Grande parte dos trabalhos era feita em livros ou cadernos pautados, com caneta tinteiro (o quê, você nunca viu nenhuma? Acredita que tenho até hoje uma Parker 51 e uma Montblanc? É, tô velho mesmo…), mata-borrão, lápis, gilete para apontar o lápis, borracha para apagar os erros escritos com lápis e por aí vai. Confesso que tinha a maior admiração por quem escrevia à mão seus livros, artigos para jornais e revistas, trabalhos financeiros e de contabilidade e por aí vai. Para mim, isso seria impossível já que nunca consegui ter uma letra legível.

Uma grande mudança foi a invenção do delivery service e, é claro, os motoboys. Você tem fome e o almoço na geladeira é sobra de dois dias atrás. Sem problemas. Basta pegar o smartphone, abrir um aplicativo, escolher o prato e voilá! Em pouquíssimo tempo sua refeição é entregue em casa, quentinha e fresquinha. E essa oportuna modernidade serve para quase tudo ou, como o pessoal fala, tem aplicativo para tudo o que você imaginar. Já nos anos 50…

Claro que ficar fechado em casa, sem prazo visível para sair, não é nada agradável, especialmente se a causa é uma pandemia. A devastação que a Gripe Espanhola fez a partir de 1918, matando entre 17 e 50 milhões de pessoas e infectando um quarto da população do planeta na época, é o grande alerta para os dias de hoje. Mais uma vez estamos em vantagem: temos conhecimento científico mais avançado, equipamentos, hospitais, medicamentos, profissionais da área bem preparados e, principalmente, comunicação instantânea com qualquer lugar do mundo. Tentem imaginar como era combater uma doença a mais de 100 anos atrás.

Acho que ninguém duvida que a paralisação da economia vai provocar efeitos colaterais terríveis. Mas, enquanto não descobrirem uma maneira de parar ou tornar o vírus inócuo, temos que confiar que as medidas duras que estão sendo tomadas podem e possivelmente estão salvando vidas. Só espero que, passada a crise, não se esqueçam que outros vírus podem surgir e que levem a sério a prevenção contra essas catástrofes.

Pois é… Tomara que nossos políticos algum dia mudem e pensem da mesma maneira. Boa quarentena, meus queridos leitores.

oOo

PS: a foto que ilustra este texto foi tirada na Espanha, por ocasião da Gripe Espanhola, em 1919.

Conselhos do Barão

Google Imagens

“Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer. (Barão de Itararé)”

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, jornalista, escritor e humorista, o Barão de Itararé, era um pândego mesmo. Imagino o que ele não aprontaria nesses dias sombrios! Algumas de suas tiradas são geniais, como “o Brasil é feito por nós. Está na hora de desatar esses nós.” Ou “de onde menos se espera, daí é que não sai nada” e a famosa “não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar”.

O Barão realmente era terrível! De minha parte, isolado em casa na serra fluminense, vou dividindo minha quarentena com meus textos, já nascidos ou não, livros ainda não lidos e longos papos com a família pelos Skypes e Zooms da vida. Sem ter como saber com essa história toda vai terminar, um trabalho, seja ele qual for, além de produtivo, pode ser uma terapia, até mesmo um passatempo.

Sorria, apesar de tudo, da quarentena e das contas a pagar! “Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.” Conselho do Barão de Itararé, é claro.

Quarentena

Foto: Reuters

“- Vocês acham que estou brincando? Pois fiquem sabendo que só vão sair do quartel quando o Alto Comando desistir da estupidez de aceitar as exigências de um grupelho de terroristas. Vamos resistir até o fim, lutar como homens pelo Brasil, mesmo que fiquemos aqui o resto da vida. Quero só ver quem acha engraçado quando eu falo de quarentena, bando de mocorongos”.

Pois é, a “quarentena” do sargento, na verdade uma prontidão com armamento de combate, barricadas, arame farpado e metralhadoras antiaéreas durante o sequestro do embaixador americano no Rio de Janeiro em 1969, durou exatamente uma semana, muitos momentos de tensão, a mobilização de toda a pequena tropa e oficialidade do Quartel General e um medo enorme quando anunciaram que a Divisão Blindada estava vindo de Deodoro para nos varrer completamente do mapa.

Passou, é claro. O embaixador foi solto e no domingo seguinte fomos desmobilizados e voltamos para casa, com a sensação que defender a pátria é muito mais complicado do que nos ensinam. Quem tinha razão, no final das contas? Enfim, essa foi a minha quarentena de uma semana, com uniforme de combate, capacete de aço, granadas ofensivas de mão e o bom, confiável mas infelizmente ultrapassado fuzil Springfield a tiracolo.

O tempo passou, escreveram uma nova Constituição, governos vieram e se foram, as eternas crises de sempre continuaram presentes e, para meu espanto, 51 anos depois, durante uma cirurgia para tirar um câncer do intestino, voltei da anestesia no meio de uma nova quarentena, desta vez sem armas, sem prazo para terminar, contra um inimigo quase invisível. Ninguém sai de casa, lojas e fábricas paradas, fronteiras e divisas fechadas.

O pior é o medo. Enquanto em 1969 meu pavor era levar um tiro ou ser cortado ao meio por uma rajada de metralhadora de um tanque Sherman hoje, na condição de “grupo de risco”, ou seja, imunocomprometido, idoso, hipertenso e tratando um câncer, não passo de um alvo certeiro e possivelmente fatal do vírus chinês que assola nosso sofrido planetinha. Que saudade dos blindados!

Resta algum futuro? Sinceramente, espero que sim, embora acredite que existe uma possibilidade que, daqui para a frente, tudo seja diferente. Para melhor ou pior não dá para saber, pelo menos, agora. A discussão sobre a validade da quarentena é estéril. Achatar a curva de atuação do vírus pode significar sua explosão mais adiante, com resultados catastróficos diante das economias já combalidas pela sua paralisação.

E qual é a saída? Bom, para a doença a solução tem que vir da comunidade científica, como uma vacina ou medicamento capaz de, pelo menos, minimizar os danos de um contágio e sua morbidade. A boa notícia é que cientistas, médicos, laboratórios e universidades de todos os países pesquisam febrilmente em busca da cura. Torço para que seja apenas uma questão de tempo.

Mas como ficaria a economia mundial? Aí é outra história e bem complicada. Tudo leva a crer que a atividade econômica mundial vai parar ou quase isso, a medida que a quarentena se expanda e perdure, o que significa uma baita recessão. Quebra de empresas, desemprego em massa, miséria. E piora muito se o vírus chinês ainda estiver dando as caras por aí.

Não é bom sequer imaginar o tamanho da desgraça, afinal o vírus chinês tem potencial para provocar uma crise planetária sem precedentes, deixando os sobreviventes em uma situação só vista em filmes de ficção científica ou de apocalipse. As medidas sanitárias até agora tomadas são as possíveis, pelo menos enquanto não se vislumbra uma cura a curto ou médio prazo.

E aí me lembro da bronca da quarentena do sargento da guarda, em um quartel do Exército nos anos 60. O que aconteceu foi muito grave e quase provocou uma ruptura sangrenta no Brasil, apesar da completa falta de informações à sociedade civil. No entanto, aquela crise vista com os olhos atuais não passou de uma, com todo respeito, quartelada e ainda bem que ficou só nisso. Acredito que hoje, com toda a overdose de informações que temos (trazendo como efeito colateral muita desinformação intencional ou não), temos a obrigação de colaborar como pudermos, nem que seja para nos manter vivos. Agir como uma sociedade civilizada e organizada é essencial.

Muita calma nessa hora, gente!

Conversa de escritor. Ou será de torcedor?

Pois é, meus amigos, acabei de perceber que é praticamente impossível escrever um artigo, crônica, conto, post para o blog, o que quer que seja, ouvindo pelo rádio uma transmissão de um jogo de futebol com o meu Botafogo. O problema é que a cada ataque do time adversário, as ideias fecham os olhos e brotam aos borbotões, sem o menor nexo, sentido ou lógica quando meu time contra-ataca. O pensamento voa, possivelmente para um estádio distante, a criatividade desaparece a cada berro do locutor da partida (é, descobri que o pessoal do rádio ainda narra um jogo como se estivesse nos anos 60…), a gente se desespera quando o inimigo faz um gol, uma sensação de impotência toma conta de nossa mente e nossa alma e a única reação nem um pouco racional é xingar a mãe e toda a geração dos alemães, perdão, da torcida adversária. Noventa minutos de sofrimento depois a produção se resume a uma tela em branco no editor de textos. Perdi a inspiração, o trabalho, meu tempo e o jogo foi muito ruim.

Caixa de quê mesmo?

Foto: Carlos Emerson Jr.

E aí que você vai em uma empresa de nível nacional e, na sala de espera, aguardando sua vez de ser atendido, fica de frente com essa caixa de incêndio, com a devida mangueira enrolada e a etiqueta com a data de validade e última vistoria bem visíveis, mostrando que o equipamento está em ordem. No entanto…Que raio de língua é essa? Português arcaico? de Portugal? de Macau? do Japão? Marte? Sei lá, achei melhor fotografar (quem mandou inventarem os smartphones?) e me abstrair. O Brasil já tem confusão demais para eu me preocupar com mais essa.

Boa semana, amigos.

Jornada

Google Imagens

Sentiu-se só, inseguro e doente. Tristeza, muita tristeza. A barriga doía. As mãos, molhadas de suor que também escorria de seus ralos cabelos, tremiam. Para disfarçar, enxugou o rosto com um papel toalha, escondeu as duas nos bolsos da calça, respirou bem fundo para ver se a tremedeira ia embora e seguiu o caminho. Pensou que todo início de jornada sempre é assustador.

Precisava escolher seu destino. Qualquer um, aliás. Decidiu entrar na primeira estrada que encontrasse. Andou pelas ruas da cidade na direção do interior e logo se deparou com uma saída para um lugar chamado “Ponto Final”. A placa indicativa, quase oculta pelo mato e muito enferrujada, não trazia nenhuma outra informação. Sem nenhuma dúvida no coração, seguiu em sua direção.

A estrada, comprida, isolada e longa, induzia a uma caminhada lenta e reflexiva. A paisagem monótona de morros e mais morros devastados pela cultura cafeeira do século XIX, o céu encoberto por nuvens cinzas até onde a vista alcançava e um ar constantemente quente e abafado, só aumentavam a sensação de cansaço e desânimo. Curiosamente ainda não cruzara com nenhuma pessoa ou sequer um carro.

Algumas horas depois, parou embaixo de uma árvore para aproveitar sua sombra, beber uma água e descansar um pouco. Tirou as botinas, colocou as meias para tomar um ar, recostou no tronco e exausto, cochilou. Acordou algum tempo depois com gotas de água no rosto e um estrondo: chovia e o barulho era um trovão. Só faltava essa! Pensou em seguir assim mesmo, mas o que caía de água era assustador. Melhor ficar por ali.

Do nada surge um sujeito correndo, pede licença e se abriga da tempestade na mesma árvore. Os dois se cumprimentam, fazem um comentário besta sobre o tempo e aguardam em silêncio. O estranho, para quebrar o gelo, indaga, solícito:

– Para onde o senhor vai?

– Até o final desta estrada, numa localidade curiosamente chamada de “Ponto Final”.

– Mas… O senhor já chegou, aqui é o “Ponto Final”.

– Como assim, não tem uma casa nas redondezas, o senhor foi a primeira pessoa que encontrei em mais de três horas de caminhada. Não brinca vai, falta muito?

– Não, não precisa andar mais, logo, logo, o senhor vai entender. E me perdoe, tenho que continuar, mesmo com o céu desabando. Obrigado pelo abrigo e adeus, vá em paz.

Foi o estranho sumir na estrada encharcada e um barulho ensurdecedor, como se fosse a explosão de uma bomba, fez tremer todo o terreno em volta. Ao mesmo tempo, um raio cortou de cima a baixo a árvore que servia de abrigo, deixando um rastro de faíscas, chamas, eletricidade e fumaça. Galhos, vegetação e seu tronco calcinado tombaram devastados. Em choque e agonizando, demorou alguns segundos para entender que sua jornada havia terminado.

O estranho tinha razão, o “Ponto Final” era ali mesmo.

Foram DOIS mísseis!

Foto: Reuters

O governo do Irã não para de surpreender o mundo. Depois de todas as mentiras sobre a queda do vôo 752, da Ucrânia, logo depois de sua decolagem do aeroporto de Teerã, matando 176 pessoas, mais uma acabou de ser revelada e é terrível: um vídeo (ver mais embaixo) foi publicado em toda a imprensa internacional, mostrando que o Boeing foi derrubado por dois mísseis, jogando por terra a tese de disparo acidental ou nervosismo do atirador.

O primeiro míssel é disparado e acerta o avião, que continua voando. Logo em seguida, um segundo artefato é lançado, também atingindo seu alvo. O aparelho tenta retornar ao aeroporto mas acaba explodindo no ar. Uma covardia sem limites, premeditada sabe-se lá com que intenções. Se era essa a “vingança” dos aiatolás (o mais alto dignitário na hierarquia religiosa xiita), a única reação que eles conseguiram foi o repúdio internacional. Uma barbaridade.

Partida

Foto: Carlos Emerson Jr.

O tempo passa, a gente não liga e um belo dia, quando percebemos, estamos iguais ao teatro da foto, ruinas quem nem de longe lembram que ali brilhou nas décadas de 30 e 40, o Cassino da Urca, uma das joias do Rio de Janeiro. E aí finalmente entendemos que a hora de ir embora chegou ou está próxima e nos sentimos como nos versos do poeta, “porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade…” Obrigado, Oswaldo Montenegro.

De volta para o passado

Quantas vezes já ouvimos (ou lemos) que as viagens no tempo são possíveis apenas nos romances ou filmes de ficção científica? Sempre, não é mesmo? Mas, será que essa afirmativa corresponde à realidade?

Imagine a seguinte cena: Aeroporto de Haneda, em Tokyo, no Japão. Depois de comemorar a passagem do ano, embarcamos no voo NH106, da All Nipon Airways, com destino a Los Angeles, nos Estados Unidos. O avião, um Boeing 777, decola após a meia-noite, com mais de vinte minutos de atraso. A tripulação e os passageiros se desejam um Feliz Ano Novo e depois de nove horas e cinquenta minutos de voo, aterrissamos no Aeroporto Internacional de Los Angeles, exatamente às 16:32 horas do dia 31 de dezembro de 2019.

Pois é…. Voltamos ao passado e graças aos fusos horários (confira a jornada no print do site FlightRadar24 abaixo), podemos comemorar a chegada de 2020 pela segunda vez. Foi ou não foi uma viagem no tempo?