Caixa de quê mesmo?

Foto: Carlos Emerson Jr.

E aí que você vai em uma empresa de nível nacional e, na sala de espera, aguardando sua vez de ser atendido, fica de frente com essa caixa de incêndio, com a devida mangueira enrolada e a etiqueta com a data de validade e última vistoria bem visíveis, mostrando que o equipamento está em ordem. No entanto…Que raio de língua é essa? Português arcaico? de Portugal? de Macau? do Japão? Marte? Sei lá, achei melhor fotografar (quem mandou inventarem os smartphones?) e me abstrair. O Brasil já tem confusão demais para eu me preocupar com mais essa.

Boa semana, amigos.

Cerejeiras de Nova Friburgo

Foto: Carlos Emerson Jr.

Nem sequer três dias
este mundo vê passar –
Cerejeira em flor!
(Ôshima Ryôta—1716/1787)

Vocês já repararam como nossa cidade está bonita? Pois é, as cerejeiras floriram floraram e durante duas semanas, devidamente acompanhadas por um sol digno de serra, enfeitam ruas, parques, jardins, campos, sítios e fazendas de Nova Friburgo. Os “culpados” são os japoneses, é claro, que em 1927, quando saíram do Japão para morar nas terras altas do Estado do Rio, trouxeram uma de suas tradições mais bonitas e delicadas, o Hanami, contemplação da beleza das flores, “sakura” ou cerejeira. Pena que sua floração só dure duas semanas.

As fotos foram feitas nas Braunes, bairro onde moro, acolhedor o suficiente para abrigar tantas árvores tão belas. A propósito e como era de se esperar, anualmente acontece a Festa da Cerejeira de Nova Friburgo, na zona rural, num local lindo apropriadamente batizado de Florlandia da Serra. Organizada pela colônia japonesa, a festa é um espetáculo de simpatia, gastronomia, tradições orientais e um túnel de cerejeiras de tirar o fôlego.

ありがとう、日本の隣人
Arigatō, Nihon no rinjin

Foto: Carlos Emerson Jr.
Foto: Carlos Emerson Jr.
Foto: Carlos Emerson Jr.
Foto: Carlos Emerson Jr.

Bicho-pau

Foto: Carlos Emerson Junior

Segundo o Wikipédia, o simpático galhinho da foto acima é um insetos da ordem Phasmatodea, também denominada Phasmida, Phasmatoptera ou Phasmodea, que mimetizam pedaços de madeira ou gravetos. É popularmente conhecido como “Bicho-Pau”! Existem 13 famílias, 523 gêneros e 2.822 espécies de bichos-pau, sendo 591 encontradas na América do Sul. O único lugar do planeta onde eles não moram é na Antártida.

Fiquei cismado: com tanta floresta aqui em volta de casa, o que pensou esse cidadão quando veio se “abrigar” na parede imaculadamente branca da varanda da sala aqui de casa? Sorte dele que não sou nenhum predador e a cachorra Filó está muito velhinha para ficar pulando em Bicho-Pau. Olhou, me olhou e voltou a dormir. Esse ganhou um tempinho de paz.

Vila Operária

Foto: Carlos Emerson Junior

Trecho parcial de casas da Vila Operária da Fábrica Filó, em Nova Friburgo. O site Educação Pública, do Governo do Estado do RJ, conta que “em janeiro de 1925, numa região pantanosa chamada Vila Amélia, inicia-se a construção dos primeiros edifícios da fábrica, além das casas para seus operários, parque recreativo, junto a uma floresta de eucaliptos, pinheiros, madeira de lei, transformando o que foi um brejo numa área habitável, industrial, recreativa, geradora de empregos diretos e indiretos. Em 17 de setembro de 1925, as primeiras máquinas de filó começaram a operar na cidade e no Brasil, contando com 120 operários, tendo como sócios-fundadores os Srs. Carls Siems, Julius Arp e Otto Siems.”

Grande parte das instalações da fábrica hoje abrigam a Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Algumas casas que restaram da vila ainda estão ocupadas.

Ponto de interrogação

Foto: Carlos Emerson Junior

Pois é, noite chuvosa, nevoeiro descendo na serra, você em casa ainda acordado, sem sono e nada, absolutamente nada para fazer, pega a câmera fotográfica, vai até a janela, aponta para onde deveria estar o Caledônia e, sem querer, sai clicando. Volta para a mesa de trabalho, baixa as fotos no notebook e dá de cara com um monte de borrões previsíveis, já que sequer se deu ao trabalho de ajustar as regulagens.

No entanto, olhando bem, uma das fotos registrou, de forma clara, inequívoca e na cor vermelha, dois pontos de interrogação. O que será isso? Aviso que está na hora de apagar as luzes e ir dormir? Hora de tomar o tarja preta? Efeito colateral do vinho tinto? Ou apenas a luz de alerta da antena da Rádio Friburgo, bem aqui nas Braunes, como que querendo pregar uma peça?

Vai dormir, vai.