Vendeu a alma e não foi ao teatro

Platéia e palco vazios. Uma sensação de abandono e desesperança ocupam os lugares esquecidos, coxias às escuras, camarins desertos, bilheterias fechadas. Ninguém vai aparecer para apresentar um espetáculo que ninguém assistirá. Infelizmente acabou, c’est fini. Este post é dedicado a alguns colunistas da imprensa (eles sabem quem são) que, por motivos diversos, perderam todo oContinuar lendo “Vendeu a alma e não foi ao teatro”

O caso das senhas expostas

E não é que de repente, do nada, o Google abriu uma janela pedindo para que eu revise 111 sites que acesso com uma senha que foi exposta. Não satisfeito, abre uma aba listando todos os infelizes, sugerindo que eu comece imediatamente. Caramba, deve ser grave, pensei com meus botões (apesar de estar vestindo umaContinuar lendo “O caso das senhas expostas”

Um crime bárbaro

A cena é dantesca, brutal, violenta. O indivíduo vai de bicicleta até a casa da ex-companheira, num condomínio em Mury, aqui em Nova Friburgo, discutir qualquer coisa sobre dinheiro. Não se entendem, ele puxa uma tesoura e a atinge em um braço e nas nádegas. Ela corre para dentro de casa, pedindo socorro para umaContinuar lendo “Um crime bárbaro”

Vamos pintar a casa?

Pensar em pintar sua casa é uma coisa, decidir (prá valer) é que são elas. Começa pela necessidade, sempre vai ter alguém garantindo que dá para segurar por mais uns dois ou três anos. – Olha só, o branco só está ligeiramente amarelado e tem umas manchas cinza na parte inferior das paredes. Ninguém nota.Continuar lendo “Vamos pintar a casa?”

Meus pêsames, ministra

O texto abaixo é uma transcrição fiel da petição a um processo movido contra o INSS, que foi esquecido no Supremo Tribunal Federal, com certeza porque não trata dos interesses do bandido “preso” em Curitiba ou de seus asseclas. Lamentável, um insulto a todos os brasileiros que sustentam os luxos e extravagâncias desses togados, umContinuar lendo “Meus pêsames, ministra”

Cancelando uma assinatura

Por uma série de motivos que nem preciso explicar, resolvi pedir o cancelamento da assinatura da edição digital do O Globo, um direito meu, uai. Pois muito bem. O primeiro obstáculo foi encontrar no site onde ou como fazer tal solicitação. Procura daqui, assunta dali, revira o Portal do Assinante e nada, nem um telefoneContinuar lendo “Cancelando uma assinatura”

Incêndios serranos

São 20:45 horas da terça-feira, dia 17 de setembro e ainda vejo focos de fogo na encosta do Pico do Caledônia. É o segundo incêndio por lá em três dias, destruindo a flora e a fauna, sujando o ar de Nova Friburgo e o principal, nos deixando cheios de vergonha por mais uma tragédia anunciadaContinuar lendo “Incêndios serranos”

Morar na Serra

Foram necessários vinte anos para descobrir que ter uma casa na serra e morar na serra são coisas completamente distintas. Vou explicar: no final dos anos 90, com as filhas na faixa dos 14 e 15 anos, achamos que seria uma boa ideia comprar um apartamento (ou chalé, como se dizia por aqui na época)Continuar lendo “Morar na Serra”

Agosto, o fim de um deus

Foi no dia 15 de agosto de 1945, ao meio-dia, que Deus falou para o povo no rádio, pela primeira vez. O Imperador Hiroito, considerado uma divindade no Japão, anunciou que a guerra havia terminado e todos tinham que se preparar para suportar o intolerável. As imagens e o terror provocado pela destruição das cidadesContinuar lendo “Agosto, o fim de um deus”

Cerejeiras de Nova Friburgo

Nem sequer três dias este mundo vê passar – Cerejeira em flor! (Ôshima Ryôta—1716/1787) Vocês já repararam como nossa cidade está bonita? Pois é, as cerejeiras floriram floraram e durante duas semanas, devidamente acompanhadas por um sol digno de serra, enfeitam ruas, parques, jardins, campos, sítios e fazendas de Nova Friburgo. Os “culpados” são osContinuar lendo “Cerejeiras de Nova Friburgo”