O silêncio do nevoeiro

O nevoeiro começou a entrar na Baia da Guanabara ainda ontem, por volta das 17 horas. Veio baixo, através do canal e se espraiando pelos morros da Urca e de Botafogo. Encobriu a Ponte, se apossou do Santos Dumont. De noitinha só era possível enxergar o brilho das luzes do centro da cidade. Hoje acordei bem cedinho para ver o mar. E a névoa estava lá, agora ocultando completamente a paisagem.

Dizem os especialistas que a medida que o dia for esquentando, o nevoeiro se desfaz. Comum no outono, principalmente na orla, nevoeiros produzem imagens estranhas, melancólicas até e silêncio. Não se ouvem os tuc-tuc dos barcos de pesca ancorados e as turbinas dos aviões retidos no aeroporto.

Fazia tempo que eu não via um nevoeiro nascer no mar.

Publicado por Carlos Emerson Jr.

Sou carioca, escritor, cronista e fotógrafo. Moro em Nova Friburgo. Transformar em letras um fato banal do quotidiano é fascinante, talvez por juntar um pouco de jornalismo, literatura e muita imaginação. Acredito que é por aí que nascem as crônicas nossas de cada dia. Ou não?

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