Que pena…

bikedomingo

Na semana que termina comemoram-se duas datas importantes para cristãos e judeus, a Páscoa e o Pessach. Infelizmente, o que vai ficar são os atos de violência urbana explícita e gratuita que tiraram a vida de inocentes, inclusive uma criança de dez anos.

A foto, feita agora mesmo, na Pompeu Loureiro, aqui em Copa, quando retornavamos de uma caminhada na Lagoa,mostra um raro momento de paz, onde um ciclista, apropriadamente na ciclovia, circula solitaria e tranquilamente, rumo ao seu destino.

Uma pena, mas está ficando difícil acreditar que essa cidade ainda é maravilhosa…

Foto: Carlos Emerson Junior

Publicado por Carlos Emerson Jr.

Sou carioca, escritor, cronista e fotógrafo. Moro em Nova Friburgo. Transformar em letras um fato banal do quotidiano é fascinante, talvez por juntar um pouco de jornalismo, literatura e muita imaginação. Acredito que é por aí que nascem as crônicas nossas de cada dia. Ou não?

12 comentários em “Que pena…

  1. Olá, também moro no RJ, na Tijuca. Realmente essa semana foi cheia de violência, mais do que o normal. Adoro caminhar na zona sul principalmente na Lagoa. Uma cena como essa que está na foto é bem rara, eu mal me atrevo a tirar fotos na rua pois tenho receio pelo meu celular. Já pretendo mudar do RJ, nasci na Zona Sul e depois vim para a Tijuca, as duas regiões eram bem mais tranquilas mas hoje não consigo andar tranquila pela rua… Enfim :/

    Feliz Páscoa!

    http://glifeblog.com/

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    1. Roseli, não adianta negar, eu sou carioca. E pior, filho de um paulista e uma matogrossense que adoravam e adotaram o Rio. Mas piora, nasci e fui criado em Copacabana. Casei com uma cuiabana que também adotou o Rio. E minhas duas filhas são cariocas, do Humaitá. Mas será que hoje, essa cidade tem alguma coisa a ver com a cidade de minha juventude? Dos meus pais (que se conhecerem numa pensão no Catete, se olharam, apaixonaram e viveram uma felicidade curta mas intensa)? Dói admitir isso, mas está muito difícil viver aqui. Infelizmente.

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  2. Numa cidade que tem como política de segurança conquistar a paz pela guerra, a transparência das lágrimas veste a cor do luto e a verdade é maquiada com o vermelho do sangue. Felizmente, enquanto o sorriso resistir, haverá vida. Mudar-nos?* A violência não está na cidade, está nas pessoas, principalmente as políticas que nada têm de maravilhosas.

    Paz e esperançosos abraços.

    *Interrogação com duplo sentido e a vontade de mudar, também com duplo sentido, quem nos governa.

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